CorteFilme
Um app web que ajuda lojas de película solar no Brasil a desperdiçar menos película por rolo.
Contexto
O CorteFilme é um app web para lojas de película solar no Brasil — lojas que cortam película solar (insulfilm) de rolos. A película vem em rolos de tamanho fixo, e cada corte reduz o resto que sobra até virar desperdício. É meu produto, do início ao fim: eu o criei e ainda o possuo.
Problema
Como o rolo tem largura e comprimento fixos, um layout de corte ruim deixa sobras pequenas demais para reaproveitar — e esse desperdício sai direto da margem da loja. O problema central é o layout: dadas as peças que um serviço exige, como cortá-las de um rolo com o mínimo de sobra?
O que eu construí
Um aplicativo web que calcula o layout de corte mais eficiente para um rolo de película, embrulhado nas partes sem glamour, porém obrigatórias: registro de serviços, relatórios e um teste grátis de 15 dias para atrair as lojas. A landing page é um site estático em Next.js; o produto em si é uma SPA em Vue/Quasar sobre Hasura e PostgreSQL, sustentada por alguns serviços em Node.js. Tudo roda em Docker atrás de nginx num VPS que eu mesmo opero — migrado da AWS —, o que faz parte de como mantenho o custo de um produto de uma pessoa só sob controle.
Trade-offs
Web primeiro — um app hospedado, para as lojas usarem de qualquer navegador, sem nada para instalar. Tocando sozinho, mantenho o escopo enxuto — um recurso só sai se valer a manutenção que exige. O teste grátis de 15 dias é o jeito honesto de provar o plano de corte antes de pedir dinheiro: uma aposta no problema ser real, não num funil de vendas.
Resultado
O CorteFilme está no ar: cortefilme.com.br, com o produto em sistema.cortefilme.com.br e o teste de 15 dias funcionando. Não vou publicar receita nem números de clientes — nada disso é público, e não vou inventar. A afirmação que se sustenta é a simples: o produto roda, e eu ainda o opero.
O que aprendi
A propriedade solo é uma força direcionadora: escopo, suporte e lançamentos respondem a uma pessoa só. Aprendi que um problema que dá para enunciar em uma frase — "cortar película com menos desperdício" — basta para construir um produto de verdade em volta, e que manter vivo um produto de uma pessoa só vale mais do que acrescentar recursos a ele.